terça-feira, 28 de junho de 2011

Fazendo a diferença


Ler é um exercício muito bom, mas também não basta apenas comprar um livro e ler, é preciso mostrar essa ideia adiante para que essa prática seja implementada em outros lugares, em outras pessoas. O que adianta aprender e não passar o ensinamento adiante? Hoje em dia o adolescente vem se mostrando mais interessado na leitura, pois também a quantidade de livros para essa faixa etária vem crescendo de ano em ano. Acredito no poder da internet para que o livro seja mais valorizado. Na internet ficamos o tempo todo em contato com as letras, com artigos e mais artigos, comentários e mais comentários e isso ajuda sim, e muito, no interesse do adolescente para com o livro. Partindo da valorização dos personagens que alguns fazem, o primeiro intuito do leitor é fazer alguma resenha sobre esse herói, sobre essa história, ou se cria uma comunidade num site de relacionamento, ou procura fazer fã sites e, hoje em dia, isso é muito fácil de se fazer. Estamos incentivando a leitura da melhor maneira possível, que é através do maior e mais poderoso meio de comunicação que existe no mundo: a internet. Não devemos esquecer que o cinema vem contribuindo para que isso aconteça. Basta uma adaptação ser lançada para que o tal livro se esgote em questões de minutos numa livraria qualquer. É as culturas se ajudando, se enriquecendo, se valorizando, se incentivando. E isso tudo se resulta na construção de bibliotecas ambulantes, de ONGs que se importem em valorizar a leitura e através de mãos mágicas e mentes brilhantes essa trabalho é construído. Sim, o começo sempre é incerto, mas é nas tripulações da vida que acabamos nos aperfeiçoando. Abaixo segue um vídeo inspirador sobre uma moradora de Sepetiba - RJ, que construiu um cantinho para as crianças, adolescentes e adultos poderem estar buscando essas minutos mágicos que passamos com a leitura. Que essa história possa nos inspirar hoje e sempre. Veja o vídeo clicando AQUI.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ser criança mais uma vez






Quem disse que livro infantil é só para criança? Essas historinhas cheias de figuras podem ser um vasto mundo de coisas novas tanto para o mais novo quanto para o mais velho. O que mais me chama a atenção é que a história pode ser a mais pequenina, a mais simples de todas, mas o seu texto carrega uma bagagem de informações enorme e é isso que é mágico. Nunca deixei de ler livros infantis pelo simples gosto de querer saber mais, descobrir mais, entender mais e essas curiosidades não podem cessar, pois quanto mais sabermos, mais teremos para ensinar. A criança nunca deixará de gostar de ler. Apresentar esse mundo bonito e simples é essencial, mas quem disse que os mais velhos também não podem reservar uma prateleira só para os livros infantis? O que nos acontece é a curiosidade de ir atrás de algo mais denso, mais sério, deixando os livros que lhe ensinou diversas coisas boas para trás. Acontece o mesmo com as crianças. Muitos ignoram suas capacidades, mas quando observadas com mais atenção, a criança passa a pureza, a alegria, a simpatia, a verdade, a boa vontade, o que os adultos esquecem, acham chato, careta. Então, se quer aprender a ser feliz, a ter a alma purificada verdadeiramente, nos tornemos criança novamente. Permita-se reentrar neste mundo mágico, onde sorriso é sopro de renovação, onde a pureza é mãe do coração. Para o que serve um livro que só irá aumentar suas preocupações com o mundo que gira a sua volta?... Existem muitos assim. Então, não há vergonha alguma em ler Ruth Rocha, Anna Flora ou Ziraldo, até porque quem nunca leu O MENINO MALUQUINHO, ou REINAÇÕES DE NARIZINHO? Ou MARCELO, MARMELO, MARTELO? Se leu, faz muitos anos, porque não pegar e ler mais uma vez? Nos renova, inspira. Quem nunca leu, por que não visitar uma livraria e trocar, quem sabe por um dia, as instantes e buscar aquela que há mais cores, sabores e alegria?


Dia 7 de Junho a FNLIJ dá início ao 13º Salão do Livro para crianças e jovens e vai até o dia 17, no Centro de Convenções Sul América no Centro do Rio. Será um ótima oportunidade - para quem é morador do Rio de Janeiro - de aproveitar os livros infantis. Leve também a criançada e estimule sim a leitura.






quarta-feira, 9 de março de 2011

Carnaval de letras

Há livros que sustentam uma narrativa de ouro, inspirando-nos ao aperfeiçoamento moral. Falo da transformação íntima, o que mais vale para nós. Poucos não dão a mínima para os de pouca grana nos bolsos e letras na cabeça, só me alertando o quão anti-caridoso é o povo que se diz evoluído. A linguagem rebuscada de que muitos se orgulham não servem para nada, digo àqueles a quem é desprezado. No que o escritor vai contribuir na vida dessas pessoas? Em nada.
Importante é se desfazer de todo esse Carnaval e se empenhar ao máximo para atingir até mesmo aqueles que nunca seguraram um livro nas mãos. Encantar com palavras rebuscadas só faz engrandecer a vaidade. Veja os livros infantis. Possuem linguagem simples, mas de grandes significados. A cultura deve ser mostrada com toda a sua delicadeza, clareza, humildade, o que estou vendo pouco hoje em dia. É valioso investir sempre nos que ainda não conseguem enxergar a cultura como ouro divino.
É importante ter em mente que palavras difíceis incomodam. Faz-se necessário em algumas linhas para manter o leitor acordado, mas assim mesmo, torna-se dispensável. Vamos falar mais simples para os mais simples. Sejamos mais humildes nas palavras, para os mais humildes e que fique claro que a humildade é um balsamo de luz para a evolução do ser humano. Acredite ou não, se escreveu um livro de difícil compreensão, ele não será lido por aqueles que realmente valem a pena.

Alimente de cultura os que ainda não conhecem seu verdadeiro valor energético.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Missionário das Letras

O que me inspira é a boa vontade das pessoas para com outras que estão precisando de um sustento de palavra, de alimento ou simplesmente de companhia. Sempre concordei com a tese de que a cultura nos livra de insucessos da vida, nos proporcionando, talvez, o que precisamos para um futuro mais engajado, pouco egoísta. O artista vive antes para si, porém, pensando no outro, no que as pessoas irão pensar do seu trabalho. Mas, o que devemos propor desta vez é algo além do simples esperar da crítica bem-vinda aos companheiros artistas. Pensemos nas ruas, nos que sofrem por alimento para o corpo e muitas vezes para a alma que lamenta a perda de algo. Penso sinceramente em colocar uma enorme caixa para doações de livros na porta de minha casa. Atingido a quantidade esperada, saio pelas ruas entregando mundos mágicos, esperança aos poucos que se acham excluídos na sociedade, daquele que não pode acessar uma internet, não pode comprar um jornal, não pode visitar uma biblioteca pública. Acho-me indignado em pensar que um morador de rua não pode adentrar aos aposentos suntuosos dos livros públicos. Livro é algo a ser difundido, espalhada, falado e comentado. É para ser folheado, lido, usado e emprestado. Há muitas crianças precisando sonhar, há muitos que ainda nem sequer sabem sonhar. A cultura salva na medida do possível, engrandece a alma, inspira o sem ideia, encoraja os medrosos. Espalhemos o que deve ser espalhado. Não tranque a biblioteca para os que necessitam dela. Escreva um livro de contos pensando nessas pessoas. Use as melhores histórias. Plante a esperança. Doze historinhas é o suficiente. Faça algumas cópias e durante idas e vindas, encontramos alguém pelas ruas. Converse com ela, peça para que leia. Aproveite e doe livros também.

O poder dos livros é maior do que nós imaginamos.

“A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas.” Emmanuel.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O que é ser escritor?


Amar as letras é dom. Amá-las sem interesse, sem egoísmo. Amá-las pelo simples gosto de amá-las. Saber enxergar o que a criança pede é raro. Elas chegam aos nossos pés a nos olhar fundo nos olhos, mas os mesmos olhos são incapazes de dizer o que realmente desejam. Meu gosto pela literatura infantil cresceu desde o momento sob a qual vi a necessidade de ajudá-las a enxergar o quão proveitoso e divertido é o mundo da literatura e que este caminho pode ser transformador. Além dos doces e brinquedos, nossas crianças precisam de mais, por mais que seus pais não consigam enxergar esta necessidade mais urgente: a educação. Portanto, é desejável escrever, inventar, ler para as crianças, pois estas são as raízes que darão frutos amanhã. Pretendendo trabalhar arduamente, chegaremos ao mais fundo dos baús e encontraremos o maior tesouro do mundo. Digo isto para todos os interessados. Este blog está muito além de ser apenas um espaço para divulgação de livros ou simples comentários sobre a literatura. Pretendo falar de escritor para escritor, sobre seu papel fundamental que é a de instruir através de seus romances. Fazer com que o ato da escrita passe do papel e ganhe as ruas, as pessoas com mais força do que estamos acostumados a ver. Infelizmente, muitos se dizem escritores apenas por escrever um livro. E comemoram por encontrar um espaço na TV ou numa revista ou para um jornal. Besteira! Ser escritor é saber conhecer o leitor e trabalhar com amor para ele. Saber que além de querer aparecer para a mídia, pessoas precisam de você. Ser escritor é atravessar as barreiras, é fazer a diferença. É saber ajudar sem vaidade e egoísmo, utilizando a humildade de um trabalho árduo. É entender o que a criança pede – ou melhor – seu leitor pede. Acho que ser social está para o escritor como a luva está para as nossas mãos. Podemos uni-las de tal forma que o resultado será muito maior do que a simples resenha de seu livro no jornal O Globo. Como eu já disse, livro não é brincadeira, até por que escrever não é fácil, apenas para os que gostam de aparecer. Faça encontros de leitura, estimule o gosto pela literatura hoje e sempre. De modo algum, estou dizendo para que você fuja da mídia, pois este blog também acaba virando mídia. Quero abrir seus olhos para algo que está além disso. Se tiver que aparecer, construa uma boa imagem não apenas de si, não apenas de sua obra, mas, principalmente, do mundo dos livros. Vá além das barreiras da vaidade e lute para alcançar o oásis da caridade que muitos leitores têm necessidade. Este ano foi um ano de muitas novidades para os leitores. Tivemos o grande lançamento do livro digital, a publicação de ótimos romances, a maravilhosa FLIP, a Bienal do Livro... Tudo para que o público se interesse mais. Também, acabei mudando o formato do site para se adequar ao que venho lhes mostrar, que é a mensagem que venho defendendo desde o começo: Escrever está muito além de passar ideias para o papel. Ela deve aliar-se ao social gerando maior número de leitores e escritores, e, esta mudança deve ocorrer primeiramente, é claro, na criança, pois esta é a raiz. Nunca esqueça que ao escrever uma história, podemos estar ajudando a escrever a história de diversas pessoas. Que nosso 2011 seja um ano de muitos leitores e escritores fascinantes. Feliz Natal e um fraterno 2011 para todos.

Leia as matérias mais importantes do blog:

Escrever = amor

Leia bastante, escreva sempre!

A Alma dos personagens

Garimpeiro de... Ideias

De papel ou digital?

A estrela da noite

Unindo as forças

Floração de ouro

Escreva bem para o bem

Frente ao encantamento

Livro não é brincadeira

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Livro não é brincadeira

Escrever não é brincadeira. Esse ato diverte, ensina, nos retira da imensidão da mesmice terrena. É trabalho braçal, tão desigual que é acusa de profissão de preguiçoso. Ledo engano, pensar assim, pois o escritor, com toda a sua boa vontade, escreveu para assim lhe divertir ou instruir. Pois bem. Livros não é brincadeira. Pode ter um fundo científico ou pode ter um fundo filosófico, é livro, não brinquedo. Pode ser a casa de uma bela história, fonte inspiradora de suspiros ou lágrimas ou sorrisos afrouxados. Pode ser o refúgio das grandes navegações, perdidas no imenso e escuro mar. Ainda serve de templo religioso, de repousou. Entretanto, livro não é brincadeira. Quando é admirado o ato de passar o que pensamos para o papel, nossa cabeça ferve, brinca e joga com nossas ideias. Tentamos de diversas formas colocar o que é de vital importância, de mais belo e real. Mas, livro não é brinquedo. O ato de escrever deve ser visto como sagrado. Qualquer texto, faço-me pensar antes de um ensinamento, depois uma história para divertir. O que seria dos romances sem os ensinamentos? Ou um poema sem versos? Um baú sem tesouros, uma floresta sem folhas? Escrever está além de escrever. Deve ter a tarefa de ensinar, de além fazer sorrir, de fazer chorar. Quem pensar que está comprando ou alugando um livro só para se divertir, perde o grande prazer de aprender. E quem escreve apenas pelo gosto de escrever uma história, perde o grande prazer de estar lendo um bom livro. Escritores sempre foram minha inspiração, e que assim seja a sua também. Meu caminhar não teria pegadas se não fosse por eles. Ruth, Carlos, Monteiro, Clarice, Allan, Jesus... aprendi e aprendo, pois a vida é escola e não podemos perder tempo. Tudo é muito rápido. Não perca tempo. Inspire-se, permita-se aprender consigo antes de tudo. Um bom livro surge da inspiração de grandes professores. Viva, aprenda e escreva pretendendo mudar, pretendendo ensinar sempre para o bem daqueles que serão seus eternos alunos. Escreva com real sentimento, porque livro não é brincadeira.

"O livro é a chuva que fertiliza lavouras imensas, alcançando milhares de almas" - Emmanuel.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Frente ao Encantamento


Ninguém é culpado. Não há melhor nem ruim. Quando a praga chega, difícil é retirá-la de seu gostoso cafofo. Ela apronta, extermina, abusa e bate o pé para não sair dali. Então, meditas serão devidamente tomadas para que o mal se vá. O remédio chega tarde. A praga luta, mas por fim decide ir. Paz. O que foi já foi e o que será, será. Mas, estará livre por completo da praga? Ela deixara vestígios, vestígios estes quase que mortais. Cabe uma quantidade de remédio maior combater o mal por completo e, só assim, dias melhores virão. Porém, e se a praga buscar outro lugar para morar? O que farão? Decerto que irão atuar com mais remédios. A vida nunca foi fácil e nunca será. Falo porque o mundo até então também nunca foi perfeito. O Rio de Janeiro sempre fora violento (e que cidade nunca foi?). Suas favelas foram pacificadas, a UPP agiu perfeitamente, todavia, ninguém pensou no que poderia vir depois. Para onde foram tantos marginais? Para as ruas. O agora é incerto. O medo da guerra aumenta, ninguém sabe que lago seguir. Todavia, devemos pensar nas próximas gerações e ajudar, de alguma forma, a melhorar este quadro. A leitura é um canal riquíssimo de informações necessários para que a criança enxergue, logo cedo se possível, o seu papel numa sociedade. As letras acabam se transformando num martelo sob a qual não deixa de lado seu trabalho. Seu desempenho em diversas tarefas melhoram, o seu senso-crítico aumenta, sua linguagem melhora... o problema é quando a praga atinge a vida de um ser humano até mesmo através da sua vontade de ler, de conhecer o mundo através de tão rica e valiosa ferramenta. Incentivar o gostoso hábito da leitura em casa não deveria ser obrigatória, deveria ser algo natural, uma cena agradável entre pais e filho, ou familiares ou até mesmo sozinho. Quantas vezes ouvi uma criança dizer: “Ler é muito chato. Prefiro televisão”, ou “pra que vou ler este livro se já assisti o filme adaptado”. A biblioteca é monótona, sem vida, sem graça. Como escritores, nosso dever é sempre, como um martelo mesmo, incentivar a leitura. Qual a graça do mundo sem os livros? São eles que contam a nossa história, nosso mundo, nosso universo. Defrontamos-nos com a magia, vivemos frente ao encantamento. Quem já não morreu de rir lendo um romance numa tarde ou manhã? Quem nunca chorou após o capítulo emocionante de um romance? Falar sobre as aventuras de Emília, sobre as fantásticas narrativas de Clarice, os mistérios que envolvem as obras de Pedro Bandeira é um ótimo convite a uma conversa super gostosa a respeito dos livros. Sente-se numa livraria e sinta o que há de melhor neste ambiente mágico. Eu, se pudesse, passaria uma tarde inteira folheando os livros de uma livraria, sozinho. Gosto de escolher os títulos, de andar com várias obras no colo, como se eu pudesse pagar tudo. Amo conversar sobre lidos, relidos e reeeelidos com um colega. Adoro sugerir alguns. Infelizmente, vejo muitas pais incentivando mais os pés do que a cabeça do filho. Para estes, o melhor a fazer é deixar a criança escolher o livro a ser lido ou discutido numa livraria ou biblioteca bem bacana , porém tem o dever de sugerir, de criticar. Reserve uma parte da mesada para a compra. Construa estantes em seu quarto. Deixe o filhote vasculhar e se lambuzar. Não tenha presa. Folheie alguns títulos também e num instante o lugar virará o melhor parque de diversões. Se o pai não for um leitor não significa nada que seu filho também não seja. Incentive. Não deixe o livro morrer. Pense no futuro. Veja que você e seu filho estão sendo beneficiados. Há melhor remédio para se divertir do que aprendendo?

Para seus filhos:

De 0 a 5 anos leia:

- Tarsila do Amaral, Suzy Lee, Elias José, Janaína Michalski, Charles Perralt, Hans Chrstian Andersen. É preferível livros de pano ou plático, pois a criança entende o livro como um brinquedo que pode ser levado ao banho ou a boca.

De 5 a 7 anos leia:

- Ruth Rocha, Ziraldo, Ana Maria Machado, Luiz Schwarcz, Marcia Cristina Silva, Angela Leite de Souza. Escolha livros que incentivem bastante a leitura e que tenha muitas imagens coloridas e divertidas. Nada muito escuro e borrado.

De 7 a 9 anos leia:

- Monteiro Lobato, Silvia Orthof, José Paulob Paes, Katherine Patterson, C.S.Lewis, Ruth Rocha, Eva Furnari, Angela Lago.

De 9 a 12 anos leia:

- Pedro Bandeira, Nelson Cruz, Louis Sachar, Majori Claro, Alex Cousseau, Lygia Bojunga, Cressida Cowell, Heloisa Piedro, Didier Levy, J.K.Rowling, Neil Gaiman, Roald Dahl. Livros que contenha menos figuras.

A partir de 12 anos leia:

- Thalita Rebouças, Pedro Bandeira, John Boyne, Markus Zusack, Meg Cabot, João Carlos Marinho, Tammy Luciano, Lemony Snicket, J.K.Rowling, J.R.R.Tollkin, Lygia Bojunga.


Divirta-se!