Sábado, 1 de Novembro de 2008

A alegria de quem faz um livro



Muitos dizem que para ter uma vida feliz e deixá-la marcada aqui na terra é necessário plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Bom, plantar uma árvore eu já plantei, ter filhos... Pretendo ter um dia e escrever um livro... Já escrevi nove, todos meus queridos e inseparáveis filhos. Quando escrevo tento colocar tudo aquilo que há de bom, absorvido, do mundo onde vivo e morrerei um dia. Quando "educá-lo", estarei o preparado para lançá-lo ao mundo. Claro, ficarei preocupado, mas vou querer o melhor para que ele cresça com saudade, fazendo a alegria de todos...

No momento, me concentro para realizar tarefas diárias e a escrever o meio do novo livro. Há tardes onde me vejo sozinho no quarto redigindo, com a luz branca do computado no meu rosto, cheio de idéias na cabeça. Paro. Olho ao meu redor e sinto a quietude do ambiente. Ahhh, o cheiro gostoso de trabalho comprido invade meu corpo. Posso falar que estou na fase mais alegre de escrever um livro e quando digo isto é porque me sinto bem no que faço. Então, sinta-se bem fazendo o que você gosta de fazer.

Numa manhã qualquer, vasculhei alguns sites a procura de imagens que tivesse a ver com meu livro. Sem esperanças, acabei encontrando a figura mais próxima do que escrevia. A figura era perfeita. Todos os detalhes estavam escritos no livro, o que arrepiou. Não resisti e peguei ela para mim, postei o título do livro e meu nome.
Descidi colocá-la neste post para você ver, mas sem o título. Logo após, encontrei mais duas, o que me deixara ainda mais feliz.

Sinta-se alegre ao fazer o que gosta. Mostre o melhor de si, não desperdice nenhuma idéia, não desanime e nem deixe que os outros façam isso com você. Siga a estrada sem hesitar. Não tropece.


Boa sorte na sua carreira de escritor.


Bom mês de Novembro para você.

Livro do mês


Anjos e Demônios


Antes de decifrar "O Código Da Vinci", Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em "Anjos e Demônios", quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima - um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo - é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. A antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati - um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião. Em "Anjos e Demônios", Dan Brown demonstra novamente sua extraordinária habilidade de entremear suspense com fascinantes informações sobre ciência, religião e história da arte, despertando a curiosidade dos leitores para os significados ocultos deixados em monumentos e documentos históricos.

Dê uma olhada do trailer do filme
clicando aqui


- Melhor que o seu antecessor, Anjos e Demônios prova que ganhamos mais um ótimo escritor. É um livro para ser lido sem parar. - Lucas F. de Sousa

Dica do mês


Como Escrever Finais
Falamos sobre como escrever inícios e meios, então agora vamos aos finais. Sua maior preocupação com o início e o meio de seu texto deve ser manter o leitor interessado o suficiente para que ele leia tudo até a última linha. Mas o que adianta fazer isso se o final não estiver à altura das expectativas criadas? Se o final não convencer, ninguém vai querer perder tempo lendo o que você escreve, pois sempre irá pensar na experiência anterior de não ter tido um bom desfecho da história. Vou relacionar abaixo algumas dicas para que o encerramento seja com chave de ouro:
1. Durante a trama, você deve ter criado uma série de situações envolvendo seus personagens. Não deixe para resolver tudo no último capítulo. Algumas coisas devem ser fechadas no decorrer da história, principalmente as sub-tramas que não estejam diretamente relacionadas com o "grand finale" planejado por você. O final propriamente dito deve ser para o fechamento da trama principal e para que os personagens que conduzem a história resolvam seus conflitos.
2. É muito importante que tudo fique resolvido. Não deixe situações pendentes, mesmo as criadas para personagens secundários. Lembre-se que o leitor sempre vai querer saber o que aconteceu com a filha do porteiro que apareceu caindo da escada no meio da história, mesmo que a personagem não tenha qualquer peso na sua trama. Para ajudá-lo nesta tarefa você pode manter uma lista com o nome de todos os personagens que apareceram durante a história. Quando estiver escrevendo os últimos capítulos, confira se você resolveu todas as pendências. Não deixe absolutamente nada para trás, caso contrário você terá um leitor frustrado.
3. Quanto maior o peso do personagem na história, maior a atenção que você deverá dedicar ao final. O leitor deve ficar satisfeito com o que leu, mas não necessariamente feliz! Não tem problema se você decidir matar o mocinho e surpreender todo mundo, afinal é você quem decide o que irá acontecer com cada um dos personagens. O importante é que a história termine de forma coerente e com todas as suas pontas amarradas.
4. O final não se escreve apenas no último capítulo! O grande momento em que tudo se resolve vem sendo preparado no decorrer da história. Enquanto escreve, você deve ir plantando as sementes que levarão ao clímax da trama. Você precisa saber, desde o início, para onde está indo, mesmo que ainda não tenha um mapa detalhado do caminho. O importante é saber, o quanto antes, qual será o final. Um final convincente só será construído se tiver uma base sólida. Emoções, surpresas e conflitos somente terão efeito sobre o leitor se forem transmitidas com credibilidade. A credibilidade você constrói ao longo do processo e não apenas nas últimas linhas. É por isso que antes do final, existe um início e um meio!

Se você conseguir plantar um sorriso de satisfação no rosto de seu leito, terá atingido seu objetivo.

Como envio meu original?


Se você der uma olhada no que eu disse sobre editoras comerciais, verá que abordá-las é como ir a um banco pedir um empréstimo. Todo banco precisa emprestar dinheiro, assim como toda editora comercial precisa encontrar bons autores inéditos. Acontece que, como há muita gente sem garantias pedindo empréstimo, também são muitos os autores apresentando obras impossíveis. Por isso, contam a calma, a boa educação e as expectativas realistas de sua parte.

Linha editorial adequada

Como já disse, a enorme maioria dos originais que chegam a uma editora não têm nada a ver com a linha editorial da casa.
O que é linha editorial?
Linha editorial são os assuntos – ou gêneros literários – que a editora costuma publicar, e também a abordagem dentro dos assuntos. Se você for a uma grande livraria, verá que habitualmente os livros são divididos em algumas categorias, como história, auto-ajuda, romances, marketing etc. Uma livraria como a Cultura de São Paulo tem mais de cem divisões principais, fora as subdivisões. Essas podem ser consideradas linhas de publicações praticadas pelo mercado.
Dentro de uma mesma área, como por exemplo sociologia, você encontra várias tendências: historiográficas, antropológicas, de esquerda, de direita, pró-Estados Unidos, pró-França e por aí vai. Se você quer ter alguma chance de ser considerado por uma editora, precisa encontrar uma que publique o gênero dentro do qual a sua obra se encaixa, inclusive com o mesmo enfoque que você deu.
Nessa seleção, você precisa ter muita frieza. As editoras não têm interesse em adequar as suas linhas a você, é você quem precisa se adequar a elas. Se a sua obra é “mais ou menos” parecida com as que uma casa publica, você vai ser recusado. Não adianta você levar sua autobiografia (sendo que você é um vendedor de carros aposentado) dizendo que ela tem um caráter histórico. As editoras de história vão todas recusar a sua obra, e apenas editoras que eventualmente publiquem autobiografias de pessoas não famosas poderão se interessar.
A maneira de saber o que as editoras publicam é indo até uma boa livraria e vendo o que foi lançado na sua área. Não adianta tampouco localizar editoras que nos anos setenta publicavam poesia, mas que agora se dedicam apenas à informática. Muitas vezes, as linhas editoriais são fruto das preferências de um editor específico, que pode se aposentar ou trocar de emprego. Verifique o que tem acontecido no mercado nos últimos dois anos.
Nunca -- nunca! -- mande uma carta dizendo “não conheço a sua editora, mas estou enviando minha obra”. A pessoa que seleciona os originais vai pensar que, se você não se deu ao trabalho de fazer uma simples pesquisa em uma livraria, com certeza não está apresentando uma obra adequada à linha editorial da casa.
Para que insultar uma empresa que você quer interessada em você?

Originais impressos, limpos e organizados

Apresentação conta. Quando for enviar seu material a uma editora, imprima ou fotocopie o seu original sem sujeiras ou áreas cinzentas ou letras apagadas. Evite também correções a mão. Por outro lado, não gaste seu dinheiro com encadernações luxuosas ou fotos de autor produzidas em estúdio. O necessário é enviar um material fácil de ler, não um livro acabado.
É completamente irrelevante fazer uma diagramação caprichada de sua obra, como se as páginas fossem ser impressas a partir dali. Os programas usados para a paginação profissional de livros são o PageMaker ou o QuarXpress, e tudo o que você faz no Word exceto o texto é perdido na transcrição. Fontes exóticas, cores, tabulações, recuos e outros recursos para embelezar as páginas devem ser evitados porque chegam a atrapalhar. Use apenas o que for necessário para diferenciar títulos de subtítulos e de aberturas de capítulo.
Não apresente idéias de capa ou de ilustrações internas. Enviar uma capa desenhada por um amigo dá a idéia de que você é um amador que não entende absolutamente nada de publicações. A capa é uma decisão editorial e de marketing importante, que envolve a imagem e o estilo da editora. A menos que você esteja apresentando o trabalho de um capista qualificado e experiente, sua sugestão irá apenas aborrecer o editor.
Faça uma revisão de seu texto. Apartes do tipo “essa obra não foi revisada, sei que a editora conta com ótimos profissionais“ não impressionam nada bem. Se você é tão incompetente com o Word que nem passar a revisão ortográfica consegue, não transmite a segurança de quem sabe sobre o que está escrevendo. Peça a um amigo ou a um revisor profissional para eliminar pelo menos os erros ortográficos mais gritantes, se isso está fora do seu alcance.
Numere as páginas de sua obra. Ela não precisa estar encadernada, mas se não estiver numerada, um acidente -- como deixá-la cair no chão -- pode tornar a leitura impossível.
Escreva o nome da obra, seu nome verdadeiro e de eventuais co-autores, seu endereço, e-mail e telefones de contato na primeira página. Muitas obras se perdem porque os autores colocam seus endereços apenas no envelope, e este se separa da obra ao ser enviado para leitura. Se quiser ser mesmo cauteloso, imprima seu nome e telefone no alto de todas as páginas, como um cabeço. O eventual uso de pseudônimos pode ser decidido depois, caso um contrato venha a ser negociado.
Acrescente apenas as ilustrações e gráficos que forem necessários à compreensão do texto, uma vez que é a editora que decide como diagramar seus livros. Se você precisar incluir imagens que não sejam suas, terá de citar a fonte completa ou, em caso de fotos, pedir permissão para a reprodução. Evite portanto se apropriar de material publicado em outros livros, visto que dá muito trabalho ficar obtendo permissão das editoras originais.



Laura Bacellar